Por Danilo Corci
23/01/2004
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Filho mais velho de Johann Kaspar Goethe e Katharina Elisabeth Textor Goethe, ele teve uma infância interessante. Seu pai, um famoso advogado, propiciou uma vida de conforto para o garoto. Muito jovem, mostrou que tinha muito talento para aprender rápido. E desenhar. Em 1759, um nobre francês com gostos estéticos refinados, passou uma temporada na casa da família Goethe. A amizade com o pequeno Johann abriu as portas para este mundo de estética para ele.
A amizade também ajudou a desenvolver sua inteligência. Alguns anos mais tarde, surgiu um teatro francês na cidade de Frankfurt e Goethe foi introduzido no universo de Racine. Também fez cursos de italiano, latim, grego, inglês e hebraico.
Mudou-se para Leipzig para cursar a universidade, com pretensão de fazer direito. Foi um desastre. Continuou escrevendo seus ensaios, desenhando. Teve tempo até para o amor, que foi desfeito porque Goethe ficou seriamente doente. Quando se recuperou, saiu de Leipzig para ir a Estrasburgo.
Na cidade ficou amigo de Jung-Stilling e sua paixão pela literatura aumentou. Homero era seu ícone. Com esforço, concluiu seu curso de direito e retornou a Frankfurt, em 1771. Com inúmeros textos em verso e prosa, ele começou sua carreira de crítico literário. Ao mesmo tempo, escreveu Goetz von Berlichingen e Os Sofrimentos do Jovem Werther, um clássico que introduziu a literatura romântica. Logo segui-se com Prometeus e em 1774 começou sua obra-prima, Fausto.
Nos anos subsequentes, ele produziu seus melhores poemas de amor, dedicados a Lilli Schönemann, filha de um banqueiro de Frankfurt. Porém, só a poesia foi o resultado desta devoção. Mas ele havia se tornado famoso e foi convidado pelo duque Carl August de Weimar para integrar sua corte. Goethe aceitou. Sua inteligente brutal o levou logo a Geheimrat, conselheiro privado do nobre.
Em Weimer tomava conta direta de construções de estrada, prédio e chegou a se tornar militar e acadêmico, ao mesmo tempo, além de fundar um teatro local. Mas nunca parou de escrever. Nesta época surgiram Iphigenie e Wilhelm Meister. Em 1787 ele foi para a Itália, passando por Nápoles, Pompéia, Roma e Milão. Ao retornar, começou a escrever Egmont. Em 1795, apresentou o jovem poeta e dramaturgo Friedrich von Schiller, do qual se tornou grande amigo e parceiro de trabalho.
Nesta época traduziu Voltaire, Diderot e Cellini. Em 1806, casou-se e Napoleão invadiu Weimar. O general francês simplesmente adorava Goethe, e acabou por condecorá-lo com a Cruz da Legião de Honra. Nos anos seguinte produziu gigantescamente. Em 1821, escreveu a segunda parte de Fausto, além de receber Beethoven e Thackeray em sua casa. No dia 22 de Março de 1832, muito doente, Johann Wolfgang von Goethe morreu discretamente e entrou para o hall dos mitos da literatura.
Poucos escritores viveram tanto quanto Goethe. Inúmeros casos de amor, sua paixão pela arte pictórica até o fim da vida resultaram em uma bagagem inigualável. Misticismo, comportamento, idéias, vícios, especulador. Isto era o que ele narrava com mestria. Isto era sua arte. E isto é a tônica da compreensão da humanidade.




